.pouco foco ou quase nada.

Busco foco
como quem busca
tesouro escondido.

Olho pra algo,
na tentativa de não dispersar
em outros sentidos.

Pontos de luz
se fragmentam,
me confundem as ideias.

Núcleo, centro, cerne
transformam a ação
em epopeia.

Coloco minha atenção
no ângulo perfeito,
até que se desvia.

Confunde inspiração,
suspende a vontade
de tudo que de certo seria.

A luz lá na frente
cintilando
e se espalhando no ar.

Muda o que se quer ir e fazer.
Embaralha.
Troca as coisas de lugar.

Fecho os olhos.
Caminho na direção.
Esqueço.

O farol da motivação,
muda de lado,
avesso.

Desvio,
faço curvas, rodeio
pra achar novas e perfeitas estradas.

Atravesso quando posso
Tudo que a mão alcança
pra pegar uma de cada.

É tanta imensidão de paisagem,
tantos mares revoltos.
Me perco.

Evito me distanciar de mim mesma
e me afasto de toda prisão
e cerco.

Imagem nítida
desfoca.
Concentração
dispersa.
Atenção
se dissipa.

Do eixo que não se tem:
tantos caminhos.

Ponto central que se divide
em infinitos desalinhos.

Vou de um destino a outro
Caminho contando as estrelas
Reparando em cada detalhe de chão.

A cada mudança de planos
Ou direção
Esbarro em outra paixão.

Caminho.

Excesso.
Tropeço.
Recomeço.

 

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