.o primeiro do agora em diante.

Imagem de Lisa Risalskaya

Hoje voltei a escrever.

Na verdade, há dias ensaios passeiam por minha mente. Outros temas. Temas meus. Segredos inteiros, recontos internos. Novidade: eu olhando com calma e cuidado para mim mesma e meus pensamentos – bobos, belos, profundos.

Fazia tempo que não parava pra reparar no reflexo. Fazia tempo, mas nunca deixei de ver de relance, para não esquecer de quem sou. Talvez por isso fui capaz de, agora, voltar. Sou insistente.

As palavras tão desconexas. Eu sei. Perdi a destreza. Mas na liberdade, tô caçando novos caminhos. Exatamente como na vida. Um outro jeito de enxergar o tempo, a solidão, o sono, os espaços. Tô caçando novos caminhos…

Nesse ínterim, encontrei essas palavras. De que sou eu mesma, mesmo tendo me tornado outra. Voltando a usar as palavras como estrada.

Os temas se enrolaram na minha cabeça e eu pensei reparti-los aos poucos. Mas não pude. Porque tinha que me permitir começar no rompante de primeira passada larga. Como na vida. Um processo imenso de redescobrir, mais forte, sabendo, como nunca, exatamente pra que lado quero ir. O respiro e o impulso de abrir a porta e sair.

Um pouco de ausência tem disso: nos dá o misto esquisito de medo e coragem. Não sei. Mas hoje voltei a escrever…

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