.as comédias românticas e eu.

Não é de hoje que a gente sabe que as comédias românticas, e filmes românticos, no geral, fazem-nos crer que são possíveis relacionamentos perfeitos. E pior, fazem-nos querê-los e cobrá-los, de nós mesmos e nossa capacidade de escolha ou de quem está compartilhando a vida conosco. Então, antes de dar início oficial a este post, deixemos algumas coisas claras:

  1. Não existe uma metade da laranja. Somos todos laranjas inteiras. Somos todos frigideiras, que não precisam de tampas. Não devemos esperar o príncipe encantado. A era dos contos de fadas já passou (se é que existiu, de fato).
  2. Ninguém precisa se casar pra ser feliz. Casar pode ser bom e/ou ruim. Ficar sozinho pode ser bom e/ou ruim. E existem infindáveis formas de se relacionar (por uma vida inteira até) que não incluem aliança, véu e grinalda, e brinde com champanhe.
  3. As pessoas não mudam suas personalidades ao se apaixonarem. Podem se ajeitar aqui e ali, mas não se pode esperar que alguém mude quem é por alguém. Isso não vai acontecer, e se acontecer, possivelmente não vai durar.
  4. Não se deve criar expectativas baseadas em relacionamentos alheios. Especialmente se o relacionamento alheio é enredo de um filme. Aliás, criar expectativa é o erro da minha vida vida, confesso, e da vida de uma porção de gente que conheço.
  5. Não existem regras: você pode ser feliz com um amigo ou um desconhecido que surge de repente em sua vida, pode ser alguém muito parecido com você que combine em tudo ou alguém totalmente diferente que vai te equilibrar, pode começar pela internet ou com a pessoa que senta na mesa do lado no seu trabalho, pode ser alguém que já teve uma porção de outros relacionamentos ou nenhum. Pode ser qualquer coisa, ponto.

Dito isso.

Se você concorda com tudo, e mesmo assim pensou: E daí? Gosto de comédias românticas mesmo assim! Bem vindo ao clube!
Há dias em que a gente precisa de algo mais leve e divertido, e amor é algo que sempre (me) cai bem. Não se pode viver de comédia românticas, mas, no meu caso, também não se pode viver sem elas. Mas como em tudo que diz respeito à 7ª Arte,  há bons filmes e filmes ruins. E longe de ser eu uma crítica de cinema, separei aqui as 11 comédias românticas que mais me apeteceram nos últimos anos, por terem um conteúdo menos óbvio e por me trazerem alguma reflexão sobre a vida. É isso que filmes bons fazem, não?!

A lista trará poucas informações porque eu realmente odeio saber o enredo do filme antes de vê-lo. E não faço aos outros o que não gostaria que fizessem comigo. Coloquei os diretores, porque pode ser útil na hora de procurar outras opções de filmes para o fim de semana. Segue:

  • Le Fabuleux destin d’Amélie Poulain

O filme é francês, de 2002, dirigido por Jean-Pierre Jeunet, que dirigiu também The Young and Prodigious T.S. Spivet, que é uma graça também.

É bom porque… Amélie (Audrey Tautou) valoriza os pequenos gestos, e encontra outro sentido para o mundo e para sua existência ao passar a ajudar as pessoas que a rodeiam.
Além disso, a fotografia do filme é incrível, com uma paleta de cores específica: verde, amarelo e vermelho;  e o roteirista O roteirista, e diretor, Jean-Pierre Jeunet começou a selecionar dados e memórias, que compuseram o roteiro do longa, em 1974.

  • About time

O filme é dirigido por Richard Curtis. 2013.

É bom porque… consegue fazer um tema de ficção (viagem no tempo) ter sentido numa comédia romântica, sem ficar ridículo. Dá até pra aprender alguma coisa sobre o “enquanto a vida passa”.

  • Seeking a Friend for the End of the World

O filme é de 2012, dirigido por Lorene Scafaria.

É bom porque… tem o Steve Carell e a Keira Knightley . Porque parece um filme catástrofe, mas não é. E porque é sobre amizade também.

  • (500) Days of Summer

Filme de 2009, dirigido por Marc Webb.

É bom porque… tem uma trilha sonora imperdível, com She & Him, Regina Spector, The Smiths, Carla Bruni, Black Lips e outros. E porque fala de expectativas e incertezas.

  • Elizabethtown

Filme de 2005. Dirigido por Cameron Crowe, de Vanilla Sky e Almost Famous.

É bom porque… quando tudo dá errado, ele pensa em suicídio. Mas uma moça lhe dá alguma esperança, apesar de as coisas continuarem difíceis. Porque, afinal de contas, os problemas não costumam sumir só porque alguém legal surgiu em nossa vida.

  • Celeste and Jesse

Dirigido por Lee Toland Krieger. 2012.

É bom porque… na verdade não é uma comédia romântica, mas uma comédia dramática. E porque mostra que relacionamentos bacanas dependem também de amizade e para dar certo não precisam ser eternos.

  • Medianeras

Filme de 2011, dirigido por Gustavo Taretto.

É bom porque… não é estadunidense. Porque se passa em Buenos Aires; porque os atores se parecem com pessoas reais; e porque fala dos encontros e desencontros da contemporaneidade.

  • High Fidelity

Filme de 2000, dirigido por Stephen Frears.

É bom porque… tem o John Cusack e o Jack Black. E porque tem diálogos muito bons, e uma trilha sonora linda, que inclui até Belle & Sebastian. E porque qualquer coisa que eu escreva vai ser spoiller, que é exatamente o que eu não quero fazer aqui.

  • Hope Springs

Dirigido por David Frankel. 2012.

É bom porque… fala do amor maduro e dos distanciamentos que o tempo pode trazer pra qualquer relacionamento. E tem a Meryl Streep sendo linda, e o Tommy Lee Jones, sendo carrancudo.

  • Away We Go

2009. Dirigino por Sam Mendes.

É bom porque… conta a história de um casal descobrindo os segredos do que é construir uma família.

  • Lisbela e o prisioneiro

Filme de 2003, brasileiro, dirigido por Guel Arraes.

É bom porque… tem o Selton Mello. Porque tem Caetano Veloso, Lirinha, Los Hermanos e Elza Soares na trilha sonora.

zz zzz yyy yyyy yyyyyyyy wwwww O-FABULOSO-DESTINO-DE-AMELIE-POULAIN filme_13534.jpg.300x441_q85_crop Away_we_go_poster zzzzzzz celeste e jesse

Mas é claro que eu também gosto de 10 Things I Hate About You (1999), 50 first dates (1999), Pretty Woman (1990), Nothing Hill (1999), 13 Going on 30 (2004)…

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