.12 discos com 12 títulos incríveis .

Pensar sobre a força das palavras é um exercício que faço sempre que ouço música nacional. Confesso que me prendo aos detalhes e não raramente elejo mentalmente a melhor frase dessa ou daquela música. Pra mim, uma frase de efeito é pura poesia, e alguns nomes de discos têm essa característica: mexerem com nossa cabeça (ou coração) antes mesmo de começarem a tocar no nosso radinho.

Pensando nisso, organizei uma listinha de 12 discos com nomes incríveis, compridinhos e que dizem muito ou que nos fazem pensar “por quê?”. Essa não é uma seleção muito convencional (nem muito útil, talvez), eu sei, mas faz todo sentido pra mim e achei que valia a pena compartilhar.

Reafirmo que, apesar do crivo ter sido o nome do disco, cada um deles vale ser ouvido do começo ao fim.

Breve indicação totalmente aleatória:
Tem a música “Todo sentimento“.
Bom para dias de Outono.

Breve indicação totalmente aleatória:
Reúne composições de Jorge Ben, Caetano Veloso, Djavan e Gilberto Gil.
Bom para segundas-feiras.

Breve indicação totalmente aleatória:
Tem “Dança da Solidão”, do Paulinho da Viola, na voz da Marisa Monte, e tem “Esta Melodia” com participação da Velha Guarda da Portela.
Bom para ouvir sozinho (a) em casa.

Breve indicação totalmente aleatória:
Tem uma sequência de músicas, “Sentimental”, “A Flor” e “Veja bem meu bem”, que é uma das seleções doloridas mais perfeitas da discografia nacional. E tem essa definição que vale o disco: “do abismo que é pensar e sentir”.
Bom para curtir uma fossa saudável ou curtir um dia de chororô.

Breve indicação totalmente aleatória:
Tem “Rodo Cotidiano” e “Mar de Gente”, clássicos de uma geração.
Bom para tardes de domingo.

Breve indicação totalmente aleatória:
Tem “Simplicidade” e isso basta. Mas a música “Uh uh uh, lá lá lá, ié, ié” é deliciosa.
Bom para começar bem qualquer dia da semana.

Breve indicação totalmente aleatória:
Esse é o disco que inciou toda essa lista, e tem músicas ótimas para cantar bem alto, como “Sério”, “O dia em que seremos felizes”, “Gramado”, “Kriptonita”…
Bom para dias de sol.

Breve indicação totalmente aleatória:
Veja o filme Aquarius, do Kleber Mendonça, e insira aqui a frase de Clara.
Para todos os dias em que se nasce mulher.

Breve indicação totalmente aleatória:
A frase que dá o título é inspirada em uma frase do Kafka, em A Metamorfose.
Acompanha bem uma tristezinha, mas vai bem com dias frios de céu azul.

Breve indicação totalmente aleatória:
Tem a música “Dois lados”.
Bom para dias chuvosos.

 

Obs. Pra diminuir a lista, levei em consideração que não houvesse nenhuma canção com o mesmo nome no disco, ou seja, os títulos  acima foram criados, escolhidos e/ou mantidos para definir e dar forma ao álbum.

Obs2. Três álbuns que ficaram de fora, mas que também merecem ser ouvidos: Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971), do Raul Seixas, Os cães ladram mas a caravana não para (1997), do Planet Hemp, e Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa (2007), do Mundo Livre S/A.

Comentários

Comentários