.pé-de-meia.

A gente precisa mesmo. Tá dito. Roupa, canto, comida se paga com vintém. Fazer pé de meia pra uma velhice tranquila, a gente pensa. Quer poupança e investimento. E pro hoje, tanta coisa pra encher os espaços vazios da nossa vida. A gente quer ter, quer garantir. E precisa, diz-se. Prata, moeda, tostão. Um montante […]

.bem leve, leve.

Encontro-pluma Encontro-brisa Que acaricia feito cócega Que não dói Não pressiona Não pesa Afeição-ar que enche pulmões de graça e vontade de continuar. Limpa a alma tão cansada da opressão que rodeia. Como pena que, bonita, passeia na paisagem em dia de sol e céu azul. Toma a vida de poesia. Pétala que enche a estrada de […]

.borboleta.

E nessa escuridão me falta o ar. Me desespero. Me debato na tentativa de destruir as amarras. Quero ser de novo. Quero o que passou. Revejo histórias. Choro. Sofro. Quase que me desintegro de angústia. Porque não há mesmo pra onde ir. Eu não vejo nada além. Só sinto as texturas assustadoras que me cercam. Não […]

.elo.

O mundo não tinha fronteiras. A pangeia não tinha divisões. Os movimentos da Terra afastou continentes. E daí em diante: rachaduras, fissuras, limites. A gente aprendeu a separar mais ao invés de juntar. Dividimo-nos em hemisférios, países, estados, cidades, bairros. Não satisfeitos, separamo-nos em periferia e centro. Criamos linhas no chão que nos separam em […]