.sobre a (não) evolução da espécie.

É bem verdade que a História é cíclica. Com um pouco de leitura, estudo e percepção é possível aprender que de tempos em tempos damos passos atrás e voltamos ao mesmo lugar de onde saímos. Direitos de todos os tipos e para todos os tipos de pessoas já foram dados e tirados. Já escravizamos, já desqualificamos a capacidade de pensar feminina, já condenamos as mais variadas formas de amar. A religião já mandou e desmandou. Já teve tortura, forca, fogueira, empalamento. Já adoramos coisas animadas e coisas inanimadas. Acreditamos em muitos deuses e desacreditamos de muitos deles também. A História se repete de muitas formas e é só olhar de perto para o progresso, para as reformas, para as bandeiras que se hasteiam para se confirmar isso. O ponto comum ainda é, e sempre foi em todos os tempos, que sempre há quem se mantém humano e tenta carregar, contra-corrente, pequenas e grandes revoluções. De tempos em tempos, retrocedemos quando tudo parece caminhar pra frente. Nós, como humanidade, falhamos. Nós, como humanidade, nos acostumamos a repetir os mesmos erros e a não questionar o que faz mais mal do que bem. Nos acostumamos com o progresso sem progredir, de fato. Substituímos hortas por máquinas, quintais por edifícios, travessias por estradas de concreto. E ainda acreditamos em monstros conforme nos mostram. Nós gostamos do poder. Gostamos de dinheiro também. Mas gostamos mesmo é de poder, e que ele se estenda à nossa linhagem. Se pudéssemos, seríamos todos reis, inquestionáveis e incontestáveis.  Talvez o inferno seja aqui, como alguns dizem. Já estivemos na barbárie, talvez voltemos. Primitivos, na verdade, nunca deixamos de ser.

Todos os dias nascem deuses
Alguns maiores e outros menores do que você
Todos os dias nascem deuses
Alguns maiores e outros menores do que você

(Nação Zumbi)

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