Se eu morresse amanhã, a vida teria valido a pena. Não houveram grandes feitos e revoluções. Eu também fui engolida pelas obrigações que o mundo impõe, gastei mais horas trabalhando do que gostaria e perdi um monte de tempo na internet. Não deu pra aprender tudo que quis e nem conhecer todos os cantos do mundo. Eu procrastinei, confesso, fiz alguns dramas desnecessários e sufoquei alguns arrependimentos. Mas se eu morresse amanhã, teria valido a pena. Por sorte e merecimento, sou cercada de amor. Tenho cá uma porção considerável de ideais bem estruturados. E deixaria como legado, algumas dezenas de bons livros, algumas longas cartas de amor e todos os sorrisos dos dias bons (em maior número nessa trajetória) em forma de fotografia ou lembrança. Seria uma pena se eu partisse amanhã. Ainda há muito o que sentir. Mas, por verdades e afetos, teria valido a pena.

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Last Modified on setembro 11, 2017
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