.21 de março – Dia Mundial da Poesia.

Hoje, enquanto dava uma aula usando o livro “Fábulas Palpitadas”, do Pedro Bandeira, uma aluna me lembrou que hoje era também Dia Mundial da Poesia (além de Dia Internacional contra a Discriminação Racial, Dia Universal do Teatro e Dia Mundial da Síndrome de Down).

Por isso, só pra não deixar passar em branco, resolvi indicar 3 obras completas que merecem ser lidas com carinho por todo mundo que, como eu, se apaixona pelo que se transforma em versos.

Poética – da Ana Cristina Cesar

Entre fragmentos de diário, cartas fictícias, cadernos de viagem, sumários arrojados, textos em prosa e poemas líricos, Ana Cristina fascinava e seduzia seus interlocutores, num permanente jogo de velar e desvelar. Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica, A teus pés, Inéditos e dispersos, Antigos e soltos: livros fora de catálogo há décadas estão agora novamente disponíveis ao público leitor, enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curadoria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho. Dos volumes independentes do começo da carreira aos livros póstumos, a obra da musa da poesia marginal – reunida pela primeira vez em volume único – ainda se abre,  passados trinta anos de sua morte, a leituras sem fim.

504 páginas de amor e tesão

Toda Poesia – de Paulo Leminski

Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia – do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta  consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos.

424 páginas de leveza e intensidade

 

 

LIVRO POESIA COMPLETA Poesia completa – de Manoel de Barros

Em ‘Poesia completa’ estarão os primeiros poemas de Manoel de Barros: ‘Poemas concebidos sem pecado’, de 1937, e a mais recente: ‘Menino do mato’, de 2010. São eles: ‘Poemas concebidos sem pecado’, de 1937, ‘Face imóvel’, de 1942, ‘Poesias’, de 1947, ‘Compêndio para uso dos pássaros’, de 1960, ‘Gramática expositiva do chão’, de 1966, ‘Matéria de poesia’, de 1970, ‘Arranjos para assobio’, de 1980, ‘Livro de pré-coisas’, de 1985, ‘O guardador de águas’, de 1989, ‘Concerto a céu aberto para solos de ave’, de 1991, ‘O livro das ignorãças’, de 1993, ‘Livro sobre nada’, de 1996, ‘Retrato do artista quando coisa’, de 1998, ‘Ensaios fotográficos’, de 2000, ‘Tratado

 geral das grandezas do ínfimo’, de 2001, ‘Poemas rupestres’, de 2004 e ‘Menino do mato’, de 2010.

493 páginas de sossego e natureza.

Boa leitura!

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