.a ferida aberta do medo. 

Quando se ouve falar de um estupro, coletivo ou não, de uma menina, uma jovem ou uma mulher, a nossa ferida fica exposta. Aberta, ela já é. Quando a gente retoma a percepção de que a alma masculina pode ser barbaramente sombria, o nosso corpo inteiro dói. Como se a sensibilidade da nossa ferida se […]

.as coisas mais importantes.

A gente não sabe nada sobre as coisas mais importantes. Por isso é que a gente arrisca tudo por nada. Por isso é que se trai e por isso é que se foge, na mesma proporção. Porque no fundo, bem no fundo, a gente acha que tem algum controle sobre os fatos e sobre as […]

.perguntar e perguntar. Parte 1

Diário de uma professora de Português  19 de maio de 2016 Uma aula sobre perguntas O resultado: Por que temos preguiça? Por que os carros não voam? Por que nós temos nomes? Por que matemática é tão difícil? Por que existe sol? Por que Zeus casou com Hera? Qual é a maior prisão do mundo? […]

.por onde andam as possibilidades.

As possibilidades não passeiam entre o que é constante. Elas precisam de portas e janelas abertas, música que inspire dança, estrada feita pra fuga. As possibilidades não gostam do que é inerte e sem vida. Preferem passáros que estátuas. Prezam passeios entre florestas interiores e entre caixas que se amontoam para se desamontoar. Param para apreciar […]