.10 lugares para visitar sem sair de casa.

Viajar é uma das coisas mais maravilhosas da vida. Toda vez que a gente sai do bairro, do estado, do país, um mundo inteiro se abre. É engraçado como o desconhecido tende a nos surpreender e ensinar. As cores e os cheiros são outros, os sabores também. Até as pessoas que, como nós, têm boca, olhos e coração, exalam essa novidade toda que só um cenário diferente oferece. Talvez a mágica aconteça por conta de nossos olhos e ouvidos estarem mais abertos, e de nossa alma se sentir, de certa forma, mais livre. É clichê, e pode até parecer exagerado, mas viajar não tem a ver só com destino, monumentos e fotografias, viajar tem a ver como nossa disposição para arriscar, experimentar e nos deslumbrar.

Nem sempre dá pra sair pelo mundo. Falta tempo, falta dinheiro. Mas pensando nisso, dei-me conta, de que muita vezes coloquei o pé em outros lugares sem sair do lugar. Um bom enredo, com um bom mapa (cheio de detalhes) e aquela vontade verdadeira de explorar e se encantar, pode nos levar a mundos totalmente novos.

As boas histórias de aventura e fantasia servem também pra isso.

Vai dizer que você nunca se imaginou dentro de um desses lugares imaginários cheios de desafios e beleza? Eu sim. E, embora os mapas e lugares pareçam, em sua maioria, ser direcionados para o público infanto-juvenil, com um pouco de sensibilidade e ócio, até o adulto mais carrancudo é capaz de se surpreender com eles. Vai por mim: cada um deles vale pela leitura, pela descoberta e pelos mapas que são lindos. 

1. Nárnia

É um mundo fantástico criado pelo escritor Irlandês Clive Staples Lewis como local narrativo para As Crônicas de Nárnia, uma série de sete livros. O mundo é chamado assim em homenagem ao país de Nárnia, onde acontece a maior parte da história.

Nárnia é o principal país dentro do mundo de Nárnia; porém este mundo contém outros locais, como a Arquelândia, Cair Paravel, Ermo do Lampião, a Calormânia, a Charneca de Ettin, o Grande Deserto, Telmar, os Campos Agrestes do Norte, e os Campos Ocidentais.

O tempo em Nárnia não passa da mesma forma que em nosso mundo. Em geral ele passa muito mais rápido.

Além de animais falantes e criaturas mitológicas, como faunos e centauros, em Nárnia existe Aslan, feiticeiras e anões.

Tem livro, tem filme, tem mapa <3.

2. Desatino do Norte e Desatino do Sul

O mundo criado por Adriana Falcão, em Luna Clara e Apolo Onze, também tem personagens bastante peculiares, e um jeito de se organizar somente seu. De certo modo, eles são dois universos, ao mesmo tempo, complementares e opostos.

Uma literatura infanto-juvenil capaz de encantar qualquer pessoa com suas reflexões sobre sonhos, desejo, procura e destino.

 

3. Oz

Clássico da literatura infantil, O Mágico de Oz abriga um dos cenários mais fantásticos que se pode imaginar. Com direito à bruxas do leste e do norte, sapatos mágicos, estrada de tijolos amarelos a caminho da Cidade das Esmeraldas.

A história tem um monte de versões para o cinema!

Map of Oz

 

4. O País das Maravilhas

Alice é transportada para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurda característica dos sonhos. A história, as personagens e o cenário são repletos de simbolismo e referências à psicologia. Impossível não lembrar das conversas de Alice com o Gato que desaparece, com a Lagarta que fuma ou com o Chapeleiro Maluco.

O mundo criado por Lewis Carroll é descrito no livro “Alice no País das Maravilhas” que tem edições lindíssimas ilustradas (Cosac Naify, Salamandra, Globo Livros, Zahar, Martin Claret, e muitas outras), e que também foi adaptado para o cinema por diversas vezes (com direção de Tim Burton, em 2010, e pela Disney, em 1951, por exemplo).

5. Terra Média

É a tradução literal do termo anglo-saxão middangeard, referindo-se ao mundo ou reino dos humanos. Tolkien traduziu “Terramédia” como Endor (algumas vezes Endórë) e Ennor nas línguas élficas Quenya e Sindarin, e usou em Senhor dos Anéis e O Hobbit. Apesar de o cenário da Terra Média ser geralmente considerado outro mundo, é na realidade um período imaginário do passado da nossa própria Terra.

Existe até um Atlas da terra Média, que traduz em imagens a complexidade desse mundo imaginário!

Tem livro, tem filme, tem mapa.

6. Hogwarts

Hogwarts não é um mundo imaginário, mas uma Escola de Magia e Bruxaria, um internato fictício de magia para bruxos e bruxas com idades entre os onze e dezessete anos. É o palco principal para os primeiros sete filmes, e seis primeiros livros da série Harry Potter, de JK Rowling.

A propriedade de Hogwarts é extensa, abrangendo o enorme castelo, que possui várias torres e masmorras com as respectivas salas de aulas, os professores, as salas comuns de cada casa (Ravenclaw, Gryffindor, Hufflepuff e Slytherin). Os Dormitórios dos alunos, as Cozinhas de Hogwarts (onde podemos encontrar elfos domésticos), o Salão Principal, o Salão de Entrada, todos os aposentos frequentados diariamente pelos alunos, professores e funcionários. No exterior do castelo, encontra-se a Floresta Proibida, o Campo de Quidditch (Quadribol), a Cabana de Hagrid, o Lago Negro, as Estufas de Herbologia, o Salgueiro Zurzidor/lutador (Onde, em baixo, se localiza um atalho para a Casa dos Gritos) e o Corujal, onde abrange muitas corujas para que os alunos e funcionários possam mandar cartas para seus entes queridos. E há ainda muito mais encantamento do que uma simples descrição consegue mostrar…

7. Camelot e Avalon

Cenário das aventuras do rei Arthur, sua corte e cavaleiros da Távola Redonda, Camelot é uma cidade e castelo lendário, sede da corte do Rei Arthur nas histórias medievais associadas ao Ciclo Arturiano da Matéria da Bretanha. O primeiro livro que menciona Camelot, e ainda assim de maneira fugaz, é Lancelote, o Cavaleiro da Carreta, escrito entre 1177 e 1181 pelo poeta francês Chrétien de Troyes. Já no ciclo do Lancelote-Graal (ou Vulgata), escrito no século XIII, Camelot passou a ser a principal cidade do reino arturiano, passando a ser caracterizada assim em muito textos medievais posteriores.

Avalon, por sua vez, é é uma ilha lendária da lenda arturiana, famosa por suas belas maçãs. Ele aparece pela primeira vez Historia Regum Britanniae (“A História dos Reis da Bretanha”) de Geoffrey of Monmouth como o lugar onde a espada do Rei Arthur, a Excalibur foi forjada e posteriormente para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann.

As versões das lendas sobre o rei Arthur e as Brumas são inúmeras para a Literatura e para o cinema. Com destaque para os filmes dirigidos por Uli Edel (2001) e Jerry Zucker (2005).

O seriado de (infelizmente!) uma temporada só é uma delícia de ver: Camelot. <3

8. Lilliput

É uma ilha fictícia do romance As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, escrito em 1726. Swift apresentou-a como parte de um arquipélago com Blefuscu, algures no Oceano Índico. O livro também relata que as duas ilhas são inimigas.

Na ilha de Lilliput, o aventureiro se depara com uma população de pessoas minúsculas (com menos de seis polegadas de altura, cerca de 15 centímetros), lilliputeanos, que o tomaram por gigante.

O livro vale cada parágrafo, e é possível encontrar uma infinidade de versões também.

A história foi adaptada para o cinema e TV algumas vezes também: em 1960, 1977, 1996 (minissérie) e 2010, com atuação do Jack Black.

 

 

9.  Westeros

O “mundo de Game of Thrones” é representado por um vasto continente com inúmeros reinos.

O autor, George R.R. Martin, declarou que o tamanho de Westeros é, aproximadamente, equivalente ao do da América do Sul. E se já é bastante complicado explicar o confuso enredo da saga pelo Trono de Ferro, não menos difícil é descrever Westeros. Mas em resumo, pode-se dizer que o lugar é dividido por Porto Real (capital dos sete reinos), as Ilhas de Ferro, Dragonstone (onde fica o Castelo do Dragão, construído pela casa Targaryen), as Gêmeas (em que Waldor Frey é o senhor do castelo), a Muralha (uma parede de gelo com 200 metros de altura, construída para evitar a passagem de selvagens e outros seres aos reinos situados no sul), Harrenhal (era uma fortaleza resistente, que agora é só ruínas) e o que fica ao Norte da Muralha.

A série vai para a 7ª temporada (a caminho da 8ª), e não a toa angariou nos últimos anos uma legião enorme de fãs. Vale cada episódio!

Inclusive, um grupo de fãs criou um Mapa Interativo de Westeros e no site da série é possível encontrar uma porção de outras informações bacanas sobre o lugar.

9. Neverland (A Terra do Nunca)

É uma ilha fictícia do livro Peter Pan, do escritor escocês J. M. Barrie. É a morada de personagens como Peter Pan, Sininho, e os Meninos Perdidos. Seu mais conhecido residente recusou-se a crescer, sendo a Terra do Nunca muitas vezes usada como uma metáfora para o comportamento eternamente infantil, a imortalidade e o escapismo.

As versões das aventuras de Peter Pan foram também adaptadas várias vezes. No cinema, a atuação de Dustin Hoffman e Robin Willians, em Hook: a Volta do Capitão Gancho, se imortalizou entre os clássicos da Sessão da Tarde. O filme que fala sobre a criação das histórias de Peter Pan (Em Busca da Terra do Nunca), e que tem o Johnny Depp como protagonista também é muito bom. Em 2015, foi lançado a última adaptação pro cinema, até agora, Pan, que passou com louvor no meu crivo pessoal de aventuras Sessão da Tarde. <3

10. Camp Half-Blood ou Acampamento Meio-Sangue

O Acampamento Meio-Sangue (Camp Half-Blood) é onde se passa a maior parte da série literária Percy Jackson & the Olympians e parte da série The Heroes of Olympus, escritas por Rick Riordan. Trata-se de um acampamento aonde adolescentes semideuses ficam durante as férias de verão, ou integralmente, treinando para futuras batalhas.

O Acampamento e suas histórias proporcionam um passeio pela mitologia grega. Já adaptado pro cinema, os livros e os filmes são sucesso entre os pré-adolescentes e adolescentes.

É possível encontrar ainda um monte de outros lugares imaginários que merecem a visita: o Sítio do Pica-pau Amarelo, a fantástica Fábrica de Chocolates, Shangri-la, Alphein, Pellucidar e Macondo. A criação fantástica dos autores pode servir de alimento para nossa imaginação, ferramenta poderosa pra encarar e entender a vida como ela é.

 

 

 

 

 

 

 

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